sexta-feira, 7 de setembro de 2018

LIBERDADE PARA ESCOLHER AS PRÓXIMAS REENCARNAÇÕES.

12- LIBERDADE QUE TEM O HOMEM, COMO ESPÍRITO, DE ESCOLHER AS PROVAS QUE DESEJA PASSAR NA VIDA FÍSICA PARA APERFEIÇOAMENTO ESPIRITUAL.






“Escolha das provas

258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena? “Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”
a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo? “Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.” (O Livro dos Espírito- Allan Kardec- FEB pág.171)

Largamente mencionado nos itens anteriores, pudemos perceber o quão enorme é o anseio que o ser humano tem em conseguir consolação para seus corações oprimidos pelas dificuldades cotidianas.
Pressionado pelas várias correntes filosóficas e até mesmo pela mídia o homem moderno se vê diante da necessidade premente de justificar sempre cientifica e racionalmente, os problemas que enfrenta, e isso faz com que acabe criando sistemas ou válvulas de escape para pôr-se na defensiva contra as investidas sociais a que está sujeito. Afinal de contas ele não pode ficar alheio aos avanços tecnológicos que “provam” a todo o instante que as “velhas correntes” religiosas incorrem em erro ante os postulados científicos, principalmente aquelas que em seu apegando ao texto literal da Bíblia a colocam acima de todos os argumentos que se posicionam contra os seus escritos. Com muita frequência a Bíblia tem sido motivo de chacota por parte de pessoas que se dizem estudiosas e que a vêem apenas como um livro histórico que narra os feitos de uma nação em formação: Israel e seu povo.
Com muita propriedade o Apóstolo Paulo orienta seu discípulo Timóteo dizendo: Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade. E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé; eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles.” (2Tm 3.1-9)

Propaga-se como uma questão de justiça divina que uma das vantagens da doutrina reencarnacionista é a de o homem ter a liberdade de escolher como, quando e quanto vai viver em existência posterior como vimos no texto extraído da Obra Básica da Doutrina Espírita, “O Livro dos Espíritos”.
Essa suposta liberdade de escolha favoreceria sua evolução espiritual nas existências precedentes, uma vez que tendo conhecimento das oportunidades que adviriam de suas escolhas, poderia através das reencarnações sucessivas corrigir as falhas morais de suas existências físicas anteriores.
Tem-se em mente, não apenas no meio espírita, mas também pela esmagadora maioria das pessoas que não aceitam os princípios bíblicos como regra de fé e prática para suas vidas, que a pessoa ao se converter a Cristo acaba ficando “prisioneira” de sua igreja e de sua “religião”.
Esquecem-se, porém, de que a verdadeira liberdade só é conseguida quando compreendemos que o sacrifício de Jesus ao morrer pelos pecados de toda a humanidade na Cruz do Calvário foi a oportunidade ímpar que Deus concedeu aos homens para em crendo nesse ato de verdadeiro amor por parte do Criador e de Seu Filho Unigênito entreguem suas vidas a Jesus e reconhece-O como seu único e suficiente Salvador pessoal e possam a partir dessa demonstração ter a garantia da vida eterna com Ele e do perdão de seus pecados.
Frequentemente o mundo em que vivemos confunde liberdade com libertinagem.
Para ele, ser livre é a pessoa fazer o que bem entender, sem que tenha necessidade de dar explicações ou satisfações a quem quer que seja.
E perguntamos aos que pensam dessa forma: Um viciado em drogas é livre? Um alcoólatra é livre? Uma prostituta é livre? Um avarento é livre? Um “pai de santo” ou médium espírita, tendo ele o envolvimento que tiver com o mundo espiritual, é livre?
Quando reconhecemos o Senhorio de Jesus em nossas vidas, Ele nos liberta de todos os laços demoníacos a que estávamos ligados. Ele quebra essas cadeias de morte física e espiritual a que estávamos presos; arrebenta as algemas ou correntes que nos prendiam ao mundo e nos torna verdadeiramente livres.
Podemos escolher a todo o momento a maneira pela qual desejamos viver, sem que com isso precisemos reencarnar diversas vezes para nos aperfeiçoarmos.

“Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios; para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo e do cárcere, os que jazem em trevas.” (Isaías 42.6,7)

Antes de termos tido o nosso encontro pessoal com Jesus, éramos cativos e estávamos aprisionados em trevas, morrendo em nossas iniqüidades e idolatrias, nas acomodações de um mundo que nos oferecia prazeres sem fim e nos prendia em suas cadeias de vícios e de sofrimentos indizíveis, que nossos sentidos embotados pelas propagandas enganosas do Inimigo não conseguiam compreender, apesar dos incessantes avisos que muitas vezes recebíamos dos verdadeiros amigos que procurando nos alertam tentavam de todas as formas abrirem os nossos olhos.
Jesus veio para nos abrir os olhos espirituais, afim de que na claridade da luz que emana do Seu Ser, pudéssemos enxergar e reconhecer que éramos cativos de nós mesmos, pois nos acomodávamos em nossa situação pecaminosa, impedindo que Ele pudesse nos resgatar, mas Ele nunca esmoreceu, nem nos abandonou e por essa razão sempre buscou uma oportunidade para nos alcançar.
Hoje somos verdadeiramente livres, pois temos o Senhor a guiar nossos passos, que apesar de vacilantes muitas vezes, sentem a Sua mão protetora e a Sua presença ao nosso lado e é Ele mesmo quem nos conforta e nos dá a certeza dessa afirmativa.

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.” (Lucas 4.18,19)

Em João 8.32, a Palavra de Deus nos orienta “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
E quem é a Verdade? O Senhor Jesus afirma:
Eu sou o Caminho, e a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14.6) e a Bíblia nos confirma que a Palavra de Deus é a Verdade: “As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre”. (Salmo 119.160) e quando conhecemos a verdade ela nos mostra o mundo como ele realmente é sem “máscaras nem fantasias”.
A diferença entre a liberdade que o cristão conquista e a que o mundo oferece reside no fato de sermos responsáveis por nossos atos e procurarmos dar bom testemunho, mostrando a todos o quão bom, perfeito e agradável é estarmos livres em Jesus.

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5.13)

“Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos.” (I Coríntios 8,9)

“Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.” (Romanos 6.17,18)

“Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado. Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (II Coríntios 3.16,17)

A Palavra de Deus nos ensina que: E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.” (Hb 9.27,28), e se aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,” não pode haver uma nova oportunidade para renascer e sendo assim fica sem sentido a possibilidade de alguém que já morreu escolher as provas pelas quais deseja passar em futuras existências.
Que o Senhor não permita que caiamos em erro e nos ajude a aproveitarmos a oportunidade única que Ele nos concedeu de estarmos vivos e de termos sido resgatados pela Sua infinita misericórdia e prossigamos em conhecê-lO cada dia mais.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CONHECENDO O INIMIGO

C omo dissemos anteriormente, estaremos transferindo as postagens referentes ao Tema "Reencarnação- Farsa ou Realidade?" que hav...