sexta-feira, 7 de setembro de 2018

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO?

11- SALVAÇÃO PELAS OBRAS, ATRAVÉS DA MÁXIMA: “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”







“Fora da Igreja não há salvação. Fora da verdade não há salvação


8. Enquanto a máxima - Fora da caridade não há salvação - assenta num princípio universal e abre a todos os filhos de Deus acesso à suprema felicidade, o dogma - Fora da Igreja, não há salvação - se estriba, não na fé fundamental em Deus e na imortalidade da alma, fé comum a todas as religiões, porém numa fé especial, em dogmas particulares; é exclusivo e absoluto. Longe de unir os filhos de Deus, separa-os; em vez de incitá-los ao amor de seus irmãos, alimenta e sanciona a irritação entre sectários dos diferentes cultos que reciprocamente se consideram malditos na eternidade, embora sejam parentes e amigos esses sectários. Desprezando a grande lei de igualdade perante o túmulo, ele os afasta uns dos outros, até no campo do repouso. A máxima - Fora da caridade não há salvação consagra o princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e, qualquer que seja a maneira por que adorem o Criador, eles se estendem as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma - Fora da Igreja não há salvação, anatematizam-se e se perseguem reciprocamente, vivem como inimigos; o pai não pede pelo filho, nem o filho pelo pai, nem o amigo pelo amigo, desde que mutuamente se consideram condenados sem remissão. É, pois, um dogma essencialmente contrário aos ensinamentos do Cristo e à lei evangélica.
9. Fora da verdade não há salvação equivaleria ao Fora da Igreja não há salvação e seria igualmente exclusivo, porquanto nenhuma seita existe que não pretenda ter o privilégio da verdade. Que homem se pode vangloriar de a possuir integral, quando o âmbito dos conhecimentos incessantemente se alarga e todos os dias se retificam as idéias? A verdade absoluta é patrimônio unicamente de Espíritos da categoria mais elevada e a Humanidade terrena não poderia pretender possuí-la, porque não lhe é dado saber tudo. Ela somente pode aspirara uma verdade relativa e proporcionada ao seu adiantamento. Se Deus houvera feito da posse da verdade absoluta condição expressa da felicidade futura, teria proferido uma sentença de proscrição geral, ao passo que a caridade, mesmo na sua mais ampla acepção, podem todos praticá-la. O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independente de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos.
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
Fora da caridade não há salvação
10. Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as consequências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação. Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. Paulo, o apóstolo. (Paris, 1860.)” (Evangelho Seg.Espiritismo- Allan Kardec- Pgs 249 e 252- FEB)

Como pudemos verificar no texto extraído do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, a Doutrina Espírita procura mostrar que a Salvação não vem através do sacrifício de Jesus na cruz do calvário e da aceitação desse ato por parte do pecador arrependido, mas é uma condição para todos aqueles que simplesmente praticarem boas ações, como se pode depreender de: O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independente de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos.”
Os ensinamentos espíritas no tocante às boas ações apegam-se com muita freqüência no conhecido texto de Tiago 2.14-18, no qual afirma ser morta a fé sem as obras, e relata algumas situações nas quais deveríamos prestar a assistência material aos mais necessitados.

“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.” (Tiago 2.14-18)

Tentam muitas vezes colocar os textos de Tiago em choque com os de Paulo, pois este enfatiza a fé como ponto principal para a salvação, porém não existe divergência alguma entre os textos ou entre os ensinamentos dos apóstolos, uma vez que Tiago está afirmando que a fé genuína, a fé viva realmente conduz às boas obras.

“visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.” (Romanos 3.20-28)

A salvação somente pode existir quando nos entregamos totalmente ao Senhorio de Jesus.
Deixando que Ele tome o lugar que lhe é devido no trono da nossa vida e passe a comandar e direcionar as nossas atitudes.
Quando reconhecemos a Cristo como nosso Senhor e Salvador pessoal, passamos a fazer parte de uma nova família, a celestial, e nos tornamos novas criaturas. Nascemos de novo, pois recebemos o Espírito Santo de Deus, que passará a habitar em nós. Neste momento, à medida que crescemos na fé, as boas obras automaticamente começam a fazer parte integrante de nossa nova vida, pois seria inadmissível que ao nos depararmos com uma pessoa que estivesse passando por dificuldades nos distanciássemos dela sem prestar-lhe algum tipo de auxílio. Portanto, as boas obras são complemento da fé, mas a fé vem em primeiro lugar e não as boas obras.
A Palavra de Deus nos diz em diversos textos que a salvação de nossas almas só é alcançada por aqueles que crêem no Filho do homem, no enviado de Deus, no próprio Filho de Deus, Jesus Cristo.
Não adianta acharmos e propagarmos que Jesus foi um grande homem, um grande profeta, que operou maravilhas quando esteve entre nós, se não O reconhecermos como sendo o Único Salvador do mundo; que a Sua morte na Cruz não foi em vão e teve um significado que tem reverberações eternamente, tanto no mundo físico como, principalmente, no espiritual.
A Palavra de Deus afirma que ao que O aceitar (a Jesus) como seu Salvador pessoal receberá, imediatamente, a salvação, e o que O rejeitar, receberá a condenação se permanecer nessa rejeição durante sua vida física. Por que condenação? Porque não pode mais alegar ignorância. Não poderá mais alegar que não conhecia o plano de Deus para a salvação do homem.
Por isso, quando uma pessoa assim procede, ela mesma se julga e se condena ao repudiar, ao dar de ombros Àquele que veio para resgatá-la.
Vejamos alguns textos da Palavra de Deus que nos falam dessa necessidade de aceitarmos a Jesus como nosso Único e suficiente Salvador:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. QUEM NELE CRÊ NÃO É JULGADO; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3.16-18)

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” ( João 5.24)


“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (João 11.25,26)

“Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” (João 12.46)

“Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20.31)

“Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe REMISSÃO DE PECADOS.” (Atos 10.43)

SE COM A TUA BOCA CONFESSARES A JESUS COMO SENHOR e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás SALVO.” (Romanos 10.9)

“Mas Jesus disse à mulher: A TUA FÉ TE SALVOU; vai-te em paz.” (Lucas 7.50)

“Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (I Timóteo 1.15)

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” ( I João 1.8-10)

“Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho. AQUELE QUE CRÊ NO FILHO DE DEUS TEM EM SI O TESTEMUNHO. Aquele que não dá crédito a Deus o faz MENTIROSO, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no SEU FILHO. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida.” ( I João 5.9-12)

As boas obras são necessárias e mostram a manifestação divina em nossas vidas, mas é engano crermos que somente através dela obteremos a nossa salvação.
Os traficantes de drogas, os bicheiros, os marginais, os adeptos de seitas heréticas, os idólatras e tantos outros que estão destruindo a nossa sociedade e ceifando vidas em todos os lugares do mundo também praticam boas obras.
Sendo assim, perguntamos: Pelo fato de realizarem boas obras, independente do fato de ao mesmo tempo estarem destruindo vidas, eles serão salvos? Não! De maneira nenhuma.
A Palavra de Deus não pode se contradiz e afirma que aos que assim procedem e não se arrependem está reservado um local de sofrimento eterno, pois colocaram a perder a muitos e têm parte com as obras das trevas e não com as obras da luz.
As boas obras só têm valor espiritual real quando são acompanhadas da fé em Jesus Cristo como Único e Suficiente Salvador pessoal.
O cristão deve fornecer alimentos, roupas e colaborar ao máximo que puder para minorar o sofrimento alheio, mas antes disso, deve dar o alimento espiritual que é o que realmente sacia a fome do necessitado como o Senhor mesmo nos diz a Seu respeito: Jesus é o pão da vida:

“No dia seguinte, a multidão que ficara do outro lado do mar notou que ali não havia senão um pequeno barco e que Jesus não embarcara nele com seus discípulos, tendo estes partido sós.  Entretanto, outros barquinhos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde comeram o pão, tendo o Senhor dado graças. Quando, pois, viu a multidão que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, tomaram os barcos e partiram para Cafarnaum à sua procura. E, tendo-o encontrado no outro lado do mar, lhe perguntaram: Mestre, quando chegaste aqui? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo. Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para realizar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: QUE CREIAIS NAQUELE QUE POR ELE FOI ENVIADO? Então, lhe disseram eles: Que sinal fazes para que o vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer pão do céu. Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão. Declarou-lhes, pois, Jesus: EU SOU O PÃO DA VIDA; O QUE VEM A MIM, JAMAIS TERÁ FOME; E O QUE CRÊ EM MIM JAMAIS TERÁ SEDE.” ( João 6.22-35)

Nós podemos dar o pão material, mas no dia seguinte teremos que reabastecer o nosso próximo, mas se dermos aos nossos irmãos o pão da vida, que é Jesus, se conduzirmos essas vidas para conhecerem Jesus e o plano de Deus para elas, certamente esses nossos irmãos não terão mais fome, porque tudo o que precisarem lhes será acrescentado, “porque tudo é possível àquele que crê”.
Mas é um grave erro entender que devemos negligenciar a ajuda material aos necessitados. Devemos levar a mensagem salvadora de Jesus, sem deixarmos de ajudar no suprimento das necessidades materiais de nossos irmãos.
Que o Senhor nos dê um coração que consiga enxergar essas verdades eternas e que as possamos praticar, fazendo com que todos possam ver em nós verdadeiros cristãos, que não perdem a oportunidade de não apenas levar a mensagem de salvação em Jesus Cristo, mas que também leva o alimento que sustenta o corpo físico do necessitado.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

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